PROJETO SEGURANÇA ALIMENTAR

INDÍGENA GUARANI

O projeto iniciou-se em 2005, através de aprovação em edital de seleção pública pela Petrobrás com a proposta de garantir a segurança alimentar da comunidade indígena Guarani Mbya de Angra dos Reis e foi fruto das propostas levantadas pelas lideranças comunitárias da aldeia nas oficinas de estudo da cartilha do Programa Fome Zero , que apontou para quatro áreas prioritárias de intervenção: Nutrição, Educação, Organização Social Guarani e Geração de Trabalho e Renda.


Como já se previa no texto original do projeto, o primeiro ano (2006) priorizaria as seguintes áreas: Nutrição, Educação e Organização Social Guarani e para o segundo ano (2007), seria incluída a área de Geração de Trabalho e Renda.

 

Em Nutrição são desenvolvidas Oficinas de Nutrição nos núcleos de família extensa (os joapygua – base da estrutura social indígena guarani tradicional), coordenadas por um jovem padeiro guarani, para elaboração de novas receitas nutritivas, acompanhamento e pesagem das crianças, além de acompanhamento das gestantes, em parceria com a Pastoral da Criança.

 

Em Educação são desenvolvidas Oficinas Pedagógicas com professores da Escola Indígena Estadual Guarani Karai Kuery Renda e crianças nos joapygua, com jogos, brincadeiras, teatro, sob o tema gerador “nutrição”.

Organização Social Guarani vem sendo desenvolvidas Oficinas de Joapygua Reko (O Jeito de Viver no Joapygua), coordenadas por uma liderança guarani, professor e diretor da Escola, para reflexão crítica sobre os problemas de alimentação, produção e qualidade de vida, realizadas também nos joapygua.

Os resultados nos dois primeiros anos de ações foram acima dos esperados: o envolvimento da comunidade com o problema, a busca de soluções autônomas sem dependência externa, através da inserção de produção e consumo de alimentos saudáveis nos seus hábitos alimentares que combatam a desnutrição infantil e potencializem a melhoria da qualidade de vida. Para isso, foi construída no segundo ano de ações, uma Padaria e um Mercadinho – o “Tembi´u Porã Renda” (“Lugar de Boa Comida”) administrados pelos próprios Guarani capacitados no Projeto, onde se fabricam pães, bolos e pizzas e se vendem alimentos mais saudáveis e mais baratos para a própria comunidade.


Além disso, na área de Geração de Trabalho e Renda foi construído, no final do segundo ano, o Centro Cultural “Nhandereko Ete” (“O Nosso Jeito Verdadeiro de Ser”), onde foram capacitados 6 jovens em Recepcionistas de Turismo Eco-Cultural e dinamizado o coral infantil para apresentações aos visitantes, além da venda de artesanato nos dias de visitação. Foi produzido um Folder e um Vídeo promocional de divulgação.
 


Proposta para 2008:

 

Garantir maior capacitação em gestão dos negócios, melhorar a capacitação dos Recepcionistas de Turismo investindo na preservação da cultura indígena, iniciar o trabalho de divulgação externa do Turismo junto à rede de hotéis, pousadas e escolas da região e aprofundar a reflexão sobre nutrição e saúde.


Garantir a continuidade das Oficinas de Nutrição, das Oficinas Pedagógicas e das Oficinas de Joapygua Reko, realizadas nos Joapygua, como base das ações integradas do projeto.


Serão elaborados, de forma participativa com os coordenadores e equipes de trabalho, dois planos de negócios: o Plano de Negócios da Padaria e Mercadinho e o Plano de Negócios do Turismo Eco-Cultural. O processo de sua elaboração é a própria metodologia da práxis das oficinas de trabalho e fundamental para garantir a autonomia e auto-sustentação dos empreendimentos.  

 

 
 

 

 

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